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 O adeus do eminente esperantistas Sylla Chaves
sylla.jpgSylla Magalhães Chaves (1929 - 2009) nasceu em Santana do Livramento/RS, próximo à divisa Brasil-Uruguai. Seus pais, Tullio e Zillah Chaves, eram poetas poliglotas, o que contribuiu para a formação cultural e acadêmica do ilustre esperantista. O pequeno Sylla tinha 7 anos, quando seus pais e seus irmãos mais velhos começaram a estudar o Esperanto em casa. No ano seguinte a família mudou-se para o Rio de Janeiro, e a partir daí o pequeno Sylla começou a estudar o idioma, sozinho, pelos cadernos de sua irmã mais velha - a única dos alunos da família que após os estudos se dedicou à leitura e à correspondência, em Esperanto, mas que já não morava mais com os familiares.

Em 1946, após ter estudado sozinho e lido dois livros, Sylla Chaves tomou conhecimento da existência da Liga Brasileira de Esperanto e fez uma visita à sua sede, no Rio. Nesse ano ele dedicou-se quase que exclusivamente ao estudo do idioma e, em dezembro desse mesmo ano, tornou-se "professor aprovado" após exame com o exigente dicionarista e notório tradutor Porto Carreiro Neto.

Em 1954, formou-se em Advocacia, no Rio; em 1954/1956 estudou Ciências Políticas, en Paris, como bolsista pelas Nações Unidas; em 1970/1972, recebeu o título de Mestre em Comunicação, na Califórnia, como bolsista pelo Governo americano. Por meio de concurso público, tornou-se funcionário do Secretariado da ONU, em Nova Iorque, entre os anos 1950 e 1953, e do Secretariado da Unesco, em Paris, entre os anos 1957 e 1960. No entanto, sua principal atividade profissional, durante mais de 40 anos, foi a carreira de professor na
Escola de Ensino Superior de Administração da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, a partir de 1953, onde lecionou principalmente Comunicação.

Por ocasião de suas viagens, no Brasil e em várias partes do mundo, ele se utilizou quase sempre do Esperanto. Seu principal trabalho em prol do Esperanto tem uma ligação íntima com os movimentos esperantistas de Nova Iorque, Califórnia e Paris, Associação Universal de Esperanto (UEA) e Associação Anacionalista Mundial (SAT). Quando esteve em Paris, regularmente participou do lendário clube de variedades "La Tri Koboldoj", onde se reuniam esperantistas famosos. Presidiu a Liga Brasileira de Esperanto por quatro anos (1978-1982); durante dois meses serviu como Professor convidado no Instituto de Pedagogia Cibernética da Universidade de Paderbom; foi membro da Academia de Esperanto durante nove anos (1986-1995).

Vasta e diversificada é a sua bibliografia, em português e em Esperanto. Interessava-se principalmente pelos alunos autodidatas do Esperanto espalhados pelo imenso território brasileiro. Razão porque elaborou cursos por correspondência, para o rádio e TV, e publicou uma enorme variedade de material didático: leituras para principiantes, discos, fitas cassetes, fitas de vídeo, CDs e DVDs, com monólogos, diálogos, declamações e cantos. Foi contemplado com diversos prêmios literários e participou de várias antologias. Em 1991, foi agraciado com o Prêmio Onisaburo Deguĉi pelo uso do Esperanto em favor da paz mundial e da felicidade da humanidade, e, em 1992, recebeu a distinção de membro honorário da Associação Universal de Esperanto (UEA). Recentemente vinha dedicando-se a elaboração de quatro dicionários, dos quais um, "Oportuna Poŝvortaro" (Esperanto-português) foi publicado em 2008. O objetivo de tamanha empreitada era um só: restaurar a simplicidade perdida do idioma Esperanto.

Texto traduzido da apresentação do autor, publicada na antologia Brazila Esperanta Parnaso. Foto original: Aloíso Sartorato
      

 EASP perde seus mais ilustre educador
elvira.gifFaleceu no dia 25 de agosto de 2007, em Sao Paŭlo, aos 91 anos de idade, a Professora Elvira Fontes. Elvira Fontes, ou simplesmente Elvirinha, como carinhosamente a chamávamos, conheceu o Esperanto no começo dos anos 60 e desde então se dedicou ao idioma, principalmente junto à Associação Paulista de Esperanto (EASP), onde exerceu vários cargos, entre eles: de instrutora em vários níveis da língua, Diretora do Departamento de Ensino e Presidente da própria Associação durante dez anos. Por muitos anos ela também organizou as sessões de exames da Liga Brasileira de Esperanto (BEL), durante os Congressos Brasileiros de Esperanto, e dirigiu a Seção Brasileira da liga Internacional dos Professores Esperantistas (ILEI). Autora de dois livros didáticos muito conhecidos, e ainda usados por muitos grupos esperantistas, UNUAJ PAŜOJ (Primeiros Passos) e SURVOJE AL ESPERANTUJO (Rumo ao Mundo do Esperanto). Nos anos 70 teve a audácia de apresentar um curso do idioma na TV Cultura (Canal 2), além de publicar matérias sobre o idioma em um dos principais jornais da época "O Diário Popular". Por seu trabalho dedicado à divulgação e ao ensino do Esperanto, ela se tornou Membro Honorário da Associação Paulista de Esperanto, da Liga Brasileira de Esperanto e da Associação Universal de Esperanto (UEA).
Cara Elvirinha, que nos guiou os primeiros passos no apredizado do Esperanto, siga seus passos rumo à LUZ!
      

 Vale do Paraíba perde um grande divulgador do Esperanto

majoro.gifFaleceu aos 96 anos, no dia 5 de outubro de 2007, na cidade de Caçapava/SP, o esperantista Gilberto Aquino da Silva Velho, mais conhecido como Major Silva Velho. Nasceu em Curitiba, em 5 de junho de 1911, e conheceu o Esperanto nos anos 60, na cidade de Jundiaí/SP. Participou de muitos eventos esperantistas em todo o País, organizou exposições sobre o idioma em várias cidades brasileiras e editou, durante 19 anos, o informativo bilíngue "Esperanto Notícias", cujo primeiro número apareceu em outubro de 1986. O informativo de cerca de 10 páginas tamanho ofício era enviado para muitos esperantistas e organizações, no Brasil e exterior, tudo custeado com recursos do próprio redator. Graças a este trabalho ímpar de compilação e redação, foi possível ao compilador da "História do Esperanto no Brasil", o advogado e jornalista, Dr. Osvaldo Pires de Holanda, enriquecer a referida obra com informações importantes sobre o movimento esperantista brasileiro, que pode ser consultada no endereço  http://historio.esperanto.org.br
    

 O adeus de Claude Piron
Piron.jpgA comunidade esperantista se despede de um de seus mais ilustres representantes, o pisicólogo suíço Claude Piron, que faleceu no dia 22 de janeiro de 2008, com 76 anos, vítima de infarto. Claude Piron nasceu em 1931, na Bélgica. Durante vários anos (1956-1961) trabalhou como tradutor, para as Nacões Unidas, e posteriormente para a Organização Mundial da Saúde. Além de tradutor, foi também lingüista e escritor, cuja vasta bibliografia inclui livros didáticos, paradidáticos, romances, novelas, poesia, obras técnicas e muitos artigos, em várias línguas, para jornais e revistas. Sua obra mais famosa, "O Desafio das Línguas", escrita originalmente em francês e traduzida para outras línguas, inclusive o Português, aborda o tema da comunicação em nível internacional. Não menos famosos são seus livros "Gerda Malaperis!" (Gerda Desapareceu!), romance paradidático de aventura policial, e "La Bona Lingvo" (A Boa Língua"), ensaio lingüístico em defesa da evolução do Esperanto como uma língua simples, longe das preferências duvidosas e perigosas dos intelectuais das letras. A vasta obra, em e sobre o Esperanto, que nos deixa Claude Piron, mais seu exemplo de toda uma vida dedicada a difusão do idioma, é um tesouro do qual deve se orgulha todo cidadão planetário. Dankon, amiko! 
      

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